Colegas fazem vaquinha para ajudar funcionário do Samu de Arapiraca com doença rara.

José Maria, 46, é condutor de motolância e deve ser submetido de três a cinco cirurgias.

Por Ranjelio 15/09/2020 - 19:01 hs
Foto: Arquivo Pessoal

Os colegas de trabalho de José Maria Cavalcante Melo, 46, que trabalha como condutor de motolância do Samu de Arapiraca, organizaram uma vaquinha virtual (ou Vakinha) para ajudá-lo nas despesas médicas do tratamento de malformação arteriovenosa (MAV), descoberta após ele sofrer uma convulsão, quando ele teve Covid-19. O servidor público vai ser submetido a primeira cirurgia no dia 22 de setembro pelo SUS, mas antes disso precisa fazer exames pela rede particular que custam mais de R$ 3.600.

"Estamos fazendo todo o possível para ajudá-lo. Os colegas estão tirando os plantões para ele para adiar o máximo a licença, porque aí ele vai perder gratificações que correspondem a mais de 50% do salário. E além dos exames necessários, ele vai ter ainda muitas outras despesas médicas que não serão cobertas pelo SUS e que a família não tem condições de arcar", relatou uma colega para o 7Segundos.

José Maria, ou Zé, como é mais conhecido, teVe Covid-19 e ficou afastado do trabalho cumprindo isolamento em casa. Com febre alta, ele sofreu uma queda e uma convulsão e foi hospitalizado. Durante exames no Hospital de Emergência do Agreste, os médicos diagnosticaram a MAV no grau 5, o mais grave de todos. Ele recebeu alta médica e passou a ser acompanhado por um angioneuro, neurocirurgião especialista em vasos sanguíneos, e por um neurologista clínico, uma vez que o servidor passou a sofrer de perda de memória recente.

"Ele não se lembra dos colegas e às vezes até dos parentes ele se esquece. Tem horas que ele não reconhece a própria casa. Mas isso é incomum para quem tem MAV, então está sendo investigado se ele tem ainda outros problemas neurológicos", explicou.

MAV ou malformação arteriovenosa é uma ligação anormal entre artérias e veias, que podem se romper e ocasionar sangramentos. No caso de José Maria, essa malformação acontece no cérebro e ele não sofreu sangramentos até o momento. O tratamento é cirúrgico e ele deverá ser submetido entre três a cinco cirurgias. Segundo os colegas, elas serão realizadas pelo SUS na Santa Casa de Misericórdia, em Maceió.

"Mesmo assim, a família vai precisar gastar muito com exames e remédios que nem sempre são fornecidos de graça ou que precisam ser feitos ou iniciados de maneira imediata. Além disso, com a cirurgia ele ficará de licença e o salário dele irá cair para menos da metade. Por isso resolvemos criar a vaquinha virtual", declarou.

A Vakinha tem meta de arrecadação de R$ 20 mil e até a manhã desta terça-feira (15), arrecadou apenas R$ 190. Quem quiser ajudar, é só acessar por meio deste link.