Como a vida poderia ser diferente, né?!

Por Netinho Cavalcante 11/07/2017 - 21:00 hs

Hoje acordei com um sentimento diferente...

Não reclamei, não fiquei me perguntando por que o que eu queria que desse certo não deu.
Ora bolas, não era pra ser!

Talvez, porque papai do céu, saiba muito mais do que eu.

Talvez porque Ele queira que eu aprenda com as lições da vida e aceite as coisas como chegam por imposição do destino.

 

Meu itinerário tem sido a fé. Tenho tentado me equilibrar na corda bamba da vida.

Os dias têm sido assim. Mais abertos, menos espaçados dentro de mim.

Hoje, lembrei-me de coisas boas, lembrei-me daquela saudade que atravessa o outro lado do mundo.

Talvez eu tenha sido um receptor de memória, tenha fotografado instantes mágicos com o olhar do amor.

Não posso culpar ninguém, não posso me destruir. Não posso me inquietar por gente que não se lembra de mim.

Eu valho a pena. Eu valho cada centímetro da minha alma, cada centímetro dos meus devaneios, cada centímetro dos meus desejos de paz e das minhas conquistas.

E se for preciso aprender mais, que venham novas lições, que venham novos chamamentos, novos sentimentos mais borrifados de cor e luz.

Não estou aqui para atrapalhar a vida de ninguém. Estou aqui pra produzir o meu melhor.

Quero ostentar o simples, ostentar o meu melhor.

Só quero estar em paz. Só quero poder saber que dentro do peito já filtrei muita coisa e que me purifiquei melhor. Só quero sentir que ainda tenho pelo quê me apaixonar, sentir, colher.
Já nadei, já naufraguei, já emergi. Renasci.

Só quero poder contar minha história do jeito que sou, do jeito que sei.

Quero zelar por quem me confia amizade sincera, quem não me escolhe pelo que posso oferecer.

Não tenho nada. Nada possuo. Sou do que Deus planejou, do que Ele tem feito acontecer.

Só possuo o olhar, que por vezes se cruza com as estrelas numa imensa constelação de inspiração. Que se deita em meio ao som da voz do silêncio.

Se existe um jeito certo de aprender a viver, eu não sei. Por vezes, eu me desconheço.
Por vezes, planto um jardim inteiro de sementes produtivas. Por vezes, limpo todas as ervas daninhas.

Só quero cruzar a linha da felicidade e me entrelaçar no abraço mais demorado do mundo e dizer que muita coisa valeu a pena.

Já vivi de remendos, já me retalhei.

 

Não sou completo, mas também não sou incompleto.

 

Sou aquilo que fiz o que busquei e o que, com loucura, deixei acontecer!